CARITAS IN VERITATE NO DEBATE FILOSÓFICO-SOCIAL
SEM DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL FICA DIFICIL COMBATER A CORRUPÇÃO
ESCLARECIMENTO DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ SOBRE O ABORTO PROVOCADO
DISTANCIAMENTO DAVERDADE, RAIZ DAS CRISES, AFIRMA ARCEBISPO BRASILEIRO
COMUNISMO E FRATURAS IDEOLÓGICAS EXPLICAM LENDA CONTRA PIO XII
Giovanni Maria Vian as expôs em uma entrevista concedida a Zenit por ocasião da publicação de um livro que ele coordenou, intitulado “Em defesa de Pio XII. As razões da história” (In difesa di Pio XII. Le ragioni della storia).
O livro foi apresentado na quarta-feira passada pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelos historiadores Giorgio Israel (Universidade de Roma La Sapienza), Paolo Mieli (Universidade de Milão, diretor em dois períodos do jornal Il Corriere della Sera) e Roberto Pertici (Universidade de Bérgamo).
O diretor do jornal vaticano, historiador, não hesita em utilizar a expressão “lenda negra”, pois, de fato, o Papa Pacelli – que, ao morrer, em 1958, recebeu elogios unânimes pela obra desempenhada durante a 2ª Guerra Mundial – depois foi realmente “demonizado”.
Como foi possível uma mudança tão radical de sua imagem em poucos anos, mais ou menos a partir de 1963?
Propaganda comunista
Vian atribui esta campanha contra o Papa, em primeiro lugar, à propaganda comunista, que se intensificou na época da Guerra Fria.
“A linha assumida nos anos do conflito pelo Papa e pela Santa Sé, contrária os totalitarismos, mas tradicionalmente neutra, foi, na prática, favorável à aliança contra Hitler e se caracterizou por um esforço humanitário sem precedentes que salvou muitíssimas vidas humanas”, observa.
“Esta linha foi, de qualquer forma, anticomunista e por isso, já durante a guerra, o Papa começou a ser acusado pela propaganda soviética de cumplicidade com o nazismo e seus horrores.”
O historiador considera que, “ainda que Eugenio Pacelli sempre tenha sido anticomunista, nunca pensou que o nazismo pudesse ser útil para deter o comunismo, muito pelo contrário”, e o prova com dados históricos.
Em primeiro lugar, “apoiou, entre o outono de 1939 e a primavera de 1940, nos primeiros meses da guerra, a tentativa de golpe contra o regime de Hitler por parte de círculos militares alemães em contato com os britânicos”.
Em segundo lugar, Vian explica que, após o ataque da Alemanha à União Soviética, em meados de 1941, Pio XII em um primeiro momento se negou a que a Santa Sé se unisse à “cruzada” contra o comunismo – como era apresentada – e depois dedicou suas energias a superar a oposição de muitos católicos americanos à aliança dos Estados Unidos com a União Soviética contra o nazismo.
A propaganda soviética, recorda o especialista, foi recolhida eficazmente pela peça teatral Der Stellvertreter (“O vigário”), de Rolf Hochhuth, representada pela primeira vez em Berlim, no dia 20 de fevereiro de 1963, em que se apresentava o silêncio como indiferença diante do extermínio de judeus.
Já naquele então, constata Vian, denunciou-se que a obra teatral relança muitas das acusações de Mijail Markovich Scheinmann no livro Der Vatican im Zweiten Weltkrieg (“O Vaticano na 2ª Guerra Mundial”), publicado antes em russo pelo Instituto Histórico da Academia Soviética das Ciências, órgão de propaganda da ideologia comunista.
E uma nova prova da oposição de Pio XII ao nazismo é o fato de que os chefes do Terceiro Reich consideravam o Papa como um autêntico inimigo, segundo demonstram os documentos dos arquivos alemães, que não por acaso haviam sido fechados pela Alemanha comunista e que só puderam ser abertos e estudados recentemente, como mostra um artigo de Marco Ansaldo no jornal italiano La Repubblica, de 29 de março de 2007.
O livro editado por Vian recolhe um texto do jornalista e historiador Paolo Mieli, um escrito póstumo de Saul Israel, biólogo, médico e escritor judeu, artigos de Andrea Riccardi, historiador e fundador da Comunidade de S. Egídio, dos arcebispos Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, e Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado e, por último, uma homilia e dois discursos de Bento XVI, pronunciados em memória de Pio XII.
Divisão eclesial
Mas a “lenda negra” contra Pio XII também teve promotores dentro da Igreja, por causa da divisão entre progressistas e conservadores, que se acentuou durante e depois do Concílio Vaticano II, anunciado em 1959 e clausurado em 1965, afirma o diretor.
“Seu sucessor, João XXIII – Angelo Giuseppe Roncalli –, foi logo apresentado como o ‘Papa Bom’ e, pouco a pouco, foi contraposto ao seu predecessor: pelo caráter e pelo estilo totalmente diferentes, mas também pela decisão inesperada e surpreendente de convocar um concílio.”
As críticas católicas ao Papa Pacelli haviam sido precedidas, em 1939, pelos interrogantes do filósofo católico francês Emmanuel Mounier, quem repreendeu o “silêncio” do Papa diante da agressão italiana da Albânia.
Pio XII foi criticado também por “ambientes de poloneses no exílio”, que jogavam na sua cara o silêncio frente à ocupação alemã.
Deste modo, quando, a partir dos anos 60, aguçou-se na Igreja a polarização, os católicos que se opunham aos conservadores atacavam Pio XII, dado que ele era visto como um símbolo destes últimos, alimentando ou utilizando argumentos recolhidos da “lenda negra”.
Justiça histórica
O diretor de L’Osservtore Romano sublinha que seu livro não nasce de uma tentativa de defesa prejudicial do Papa, “pois Pio XII não tem necessidade de apologistas que não ajudam a esclarecer a questão histórica”.
No que se refere aos silêncios de Pio XII, não somente diante da perseguição judaica (denunciada sem grandes alardes, mas criticada de maneira inequívoca na mensagem natalina de 1942 e no discurso aos cardeais, de 2 de junho de 1943), mas também diante de outros crimes nazistas,o historiador destaca que esta linha de comportamento buscava que não se agravasse a situação das vítimas, enquanto o pontífice se mobilizava para ajudá-las nesta situação.
“O próprio Pacelli se perguntou em várias ocasiões por esta atitude. Foi, portanto, uma opção consciente e dura para ele de buscar a salvação do maior número de vidas humanas ao invés de denunciar continuamente o mal com o risco real de que os horrores fossem maiores ainda”, explica Vian.
No livro, Paolo Mieli, de origem judaica, afirma neste sentido: “Aceitar as acusações contra Pacelli implica em levar ao banco dos supostos culpáveis, com as mesmas acusações, Roosevelt e Churchill, acusando-os de não ter pronunciado palavras mais claras contra as perseguições antissemitas”.
Recordando que membros da sua família morreram no Holocausto, Mieli disse literalmente: “Eu me oponho a responsabilizar da morte dos meus familiares uma pessoa que não tem responsabilidade”.
O livro publica também um texto inédito de Saul Israel, escrito em 1944, quando, com os demais judeus, ele havia encontrado refúgio no convento de Santo Antônio, na Via Merulana de Roma.
Seu filho, Giorgio Israel, que participou da apresentação do livro, acrescentou: “Não foi um ou outro convento ou um gesto de piedade para poucos; e ninguém pode pensar que toda esta solidariedade que as igrejas e conventos ofereceram ocorreu sem que o Papa soubesse, ou inclusive sem o seu consentimento. A lenda contra Pio XII é a mais absurda de todas as que circulam”.
Muito além da “lenda negra”
Vian explica, por último, que o livro que ele editou não pretende centrar-se na questão da “lenda negra”. Mais ainda, “meio século depois da morte de Pio XII (9 de outubro de 1958) e 70 aos após sua eleição (2 de março de 1939), parece criar-se um novo acordo historiográfico sobre a importância histórica da figura e do pontificado do Eugenio Pacelli”.
O objetivo do livro é sobretudo contribuir para restituir à história e à memória dos católicos um Papa e um pontificado de importância capital em muitos aspectos que, na opinião pública, continuam sendo ofuscados pela polêmica suscitada pela “lenda negra”.
SER HUMANO POSSUI SELO DA TRINDADE EM SEU GENOMA, EXPLICA PAPA
CIDADE DO VATICANO, domingo, 7 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Neste domingo, Bento XVI recorreu a uma analogia sugerida pela biologia para explicar que “o ser humano tem no próprio ‘genoma’ um profundo selo da Trindade, do Deus-Amor”.
Na solenidade da Santíssima Trindade, que a Igreja celebra hoje, o pontífice dedicou suas palavras do Ângelus a meditar e explicar este mistério central do cristianismo, Deus Uno e Trino, que se resume em uma palavra: “Amor”.
Ao dirigir-se aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Santo Padre explicou que, como o próprio Jesus revelou, Deus é amor “não na unidade de uma só pessoa, mas na Trindade de uma só substância”.
“É Criador e Pai misericordioso – esclareceu; é Filho unigênito, eterna Sabedoria encarnada, morto e ressuscitado por nós; por último, é Espírito Santo que move tudo, o cosmos e a história, até a plena recapitulação final.”
“Três pessoas que são um só Deus, pois o Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito é amor. Deus é todo amor e só amor, amor puríssimo, infinito e eterno”, afirmou o Papa, falando da janela dos seus aposentos.
A Trindade, segundo Bento XVI, “não vive em uma esplêndida solidão; pelo contrário, é fonte inesgotável de vida que incessantemente se entrega e comunica”.
Para compreender melhor este mistério, o Papa convidou a observar “tanto o macrouniverso – nossa terra, os planetas, as estrelas, as galáxias – como o microuniverso – as células, os átomos, as partículas elementares”.
“Em tudo o que existe, encontra-se impresso, em certo sentido, o ‘nome’ da Santíssima Trindade, pois todo o ser, até as últimas partículas, é ser em relação, e deste modo se transluz o Deus-relação; transluz-se, em última instância, o Amor criador”, disse o bispo de Roma.
“Tudo procede do amor, tende ao amor e se move empurrado pelo amor, naturalmente, segundo diferentes níveis de consciência e de liberdade”, sublinhou.
“A prova mais forte de que estamos feitos à imagem da Trindade é esta – esclareceu: só o amor nos faz felizes, pois vivemos em relação, e vivemos para amar e para ser amados.”
Deste modo,o Papa concluiu utilizando uma analogia sugerida pela biologia, que lhe permitiu dizer que “o ser humano tem no próprio ‘genoma’ um profundo selo da Trindade, do Deus-Amor”.
VALOR AGRAGADO DA UNIVERSIDADE CATÓLICA: HUMANISMO CRISTÃO
Por Isabel Margarita Lecaros
SANTIAGO, sexta-feira, 5 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O humanismo cristão não é um curso opcional para as universidades católicas, é seu valor agregado a cada disciplina, considera o secretário da Congregação para a Educação Católica, arcebispo Jean-Louis Brugues O.P., em um documento do último número da Revista Humanitas (www.humanitas.cl).
O texto, que recolhe uma conferência do prelado francês pronunciada ao visitar a Pontifícia Universidade Católica do Chile, apresenta a essência de toda universidade que se considera e qualifica como católica.
Diante da atual tendência à fragmentação e à falta de comunicação entre as disciplinas ensinadas nas escolas, o arcebispo recorda o convite de Bento XVI a “redescobrir a unidade do conhecimento”.
Aduz, a respeito disso, que “corresponde às nossas universidades despertar esta ‘razão aberta’ da qual falamos e, em consequência, abrir ao humanismo cristão todas as disciplinas ensinadas”.
“Tal humanismo não se apresenta como uma simples opção para os que lecionam ou para os estudantes, mas como uma ardente obrigação. Além disso, ninguém obriga um professor a lecionar em uma universidade católica; tampouco, ninguém obriga um jovem a matricular-se em uma universidade católica: fazê-lo corresponde a assinar um acordo de ordem moral, segundo o qual uns e outros se comprometem nesta perspectiva.”
Recordando que “a verdade não pode caminhar sem o amor”, em palavras de Bento XVI, Dom Brugues convoca as universidades para serem “um testemunho de comunidade educativa”, evitando o desmembramento das relações.
“Para um cristão, a universidade é, ao mesmo tempo, um lugar de busca e transmissão da verdade e um lugar de encontro. Neste novo humanismo, deve-se realizar uma configuração inédita das relações entre professores e estudantes.”
Exorta as universidades a serem um testemunho de fé: “em primeiro lugar, a Igreja deseja que haja dentro das universidades, sejam católicas ou públicas, centros de confissão da fé, que envolvam os que lecionam e os estudantes. Este papel pertence às diversas capelanias universitárias”.
Neste sentido, acrescenta: “A Igreja está em seu direito de esperar da parte dos responsáveis da universidade católica um testemunho pessoal de compromisso na vida eclesial. Aceitando seu cargo, um reitor e um docente aceitam participar, na universidade ou no lugar em que se encontrem, da pastoral da Igreja”.
“A Igreja espera de suas universidades que estimulem o saber dar razão da cultura cristã e que a façam presente, de maneira ativa e criativa, na construção da cultura do país.”
O secretário da Congregação para a Educação conclui sua exposição recordando que em agosto de 2010 se completam 20 anos desde a promulgação da constituição apostólica Ex corde Ecclesiae, o que equivale ao espaço de uma geração.
Segundo o prelado, é então o momento de convidar as universidades das diversas regiões linguísticas a realizarem, em conjunto com a Congregação, uma atualização desse texto fundamental, alentando-as assim a desenvolverem suas ideias e propostas.
FÉ NÃO É SÓ PENSAMENTO, TAMBEM É ARTE
Segundo o pontífice esclareceu na audiência geral, trata-se de uma experiência na qual participam todos os sentidos, e por este motivo precisa e produz arte em suas diferentes manifestações estéticas.
Assim explicou ao continuar com a série de grandes personagens da história da Igreja que semanalmente está propondo aos peregrinos. Nesta ocasião, o Papa dedicou-se a apresentar a figura do monge Rábano Mauro, nascido por volta do ano 780 e falecido em 856, conhecido como primus praeceptor Germaniae, primeiro mestre da Alemanha.
Este monge, como explicou o Papa, não só foi um grande filósofo e teólogo, mas ilustrava seus escritos em verso e inclusive com desenhos.
“Este método de harmonizar todas as artes, a inteligência, o coração e os sentidos, que procedia do Oriente, seria sumamente desenvolvido no Ocidente, alcançando cumes inalcançáveis nos códices da Bíblia e em outras obras de fé e de arte, que floresceram na Europa até a invenção da imprensa e inclusive depois”, explicou o Santo Padre.
“Em todo caso – esclareceu – demonstra que Rábano Mauro tinha uma consciência extraordinária da necessidade de envolver a fé na experiência, não só a mente e o coração, mas também os sentidos através desses outros aspectos do gosto estético e da sensibilidade humana que levam o homem a desfrutar da verdade com todo seu ser, ‘espírito, alma e corpo’.”
“Isto é importante”, sublinhou o bispo de Roma, “a fé não é só pensamento, toca a todo o ser”.
“Dado que Deus se fez homem em carne e osso e entrou no mundo sensível, nós temos de procurar encontrar Deus com todas as dimensões de nosso ser”, declarou.
Deste modo, continuou dizendo, “a realidade de Deus, através da fé, penetra em nosso ser e o transforma”.
O Papa, seguindo o legado de Rábano Mauro, apresentou a liturgia “como síntese de todas as dimensões de nossa percepção da realidade”, expressão completa da beleza.
O QUE A IGREJA PENSA SOBRE DEMOCRACIA
O arcebispo de Granada, Dom Francisco Javier Martínez Fernández, destacou o apreço da Igreja pela democracia, mas advertiu que este conceito se desvirtua quando se prescinde da fé e se baseia em ideologias.
Não obstante, segundo o arcebispo, o pensamento filosófico atual se reduziu à mera percepção racional e isolou a fé cristã, princípio último que oferece sentido à essência humana.
Dom Martínez afirmou que diante da falta deste “fator unificador”, o homem se vê obrigado a buscar uma ideologia que justifique seu comportamento e isso conduz à desvirtuação de conceitos como o da democracia.
Neste sentido, Dom Martínez destacou que o homem precisa de um único critério de verdade aplicável e propôs uma “teologia política” que conceba Deus e Jesus Cristo como princípio último da existência humana.
Esta proposta pretende acabar com a redução da religião ao âmbito privado da vida e recuperar a relação direta de Deus com o mundo como resposta ao niilismo cultural.
O arcebispo falou das relações humanas e afirmou que os conflitos derivados destas estão determinados pela defesa dos interesses de cada indivíduo.
Neste sentido, enfatizou que as “relações humanas só são humanas na medida em que são desinteressadas”.
Durante sua intervenção, Dom Martínez afirmou que “uma democracia sem valores se converte em uma ditadura” e declarou que a crise atual tem algumas raízes morais.
REZE,TRABALHE E LEIA
O FIO CONDUTOR DA ENCÍCLICA CARITAS IN VERITATE
A encíclica Caritas in veritate chama à atenção de um mundo marcado por preocupações profundas e transformações epocais "os temas centrais que se referem à vida do homem em relação aos seus semelhantes e as grandes questões que dizem respeito às nossas sociedades". Escreveu o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, numa carta enviada ao Pontífice na quarta-feira, 15 de Julho. O Chefe do Estado diz que leu "com grande interesse" o documento papal, que "leva a sua mensagem ressalta ao âmbito de uma sociedade na qual existem nestes anos apreensão e incerteza não só pelas perspectivas e pelo futuro da economia mundial e do desenvolvimento, mas também pelas mudanças que se vão delineando nas relações humanas, no mundo do trabalho e da empresa, nas relações entre os habitantes do planeta, o meio ambiente e os recursos naturais que por muito tempo foram considerados inexauríveis".Os votos de Napolitano são por que os temas "traçados pela encíclica e ligados por aquele fio condutor que Vossa Santidade soube tornar visível no texto de modo tão claro" constituam "um estímulo para uma reflexão que poderá ser benéfica para todos". O Presidente ressaltou, em particular, o trecho no qual o Papa realça que hoje "a questão social se tornou radicalmente uma questão antropológica". Trata-se evidencia de "um convite a uma reconsideração aprofundada e serena de muitos aspectos da vida e do funcionamento das agregações humanas, com particular referência "ao sentido da economia e das suas finalidades" e à necessidade de uma "revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento", para corrigir as suas disfunções e deturpações".
Na conclusão da carta o Chefe do Estado garante a Bento XVI a sua "mais alta consideração" e a "atenta participação no seguimento do desempenho da sua missão quotidiana e extremamente empenhativa".
Fonte: L'Osservatore Romano
INTEGRIDADE PESSOAL
CARTA ENCÍCLICA CARITAS IN VERITATE
- CAPÍTULO I
A MENSAGEM DA POPULORUM PROGRESSIO
O DESENVOLVIMENTO HUMANO NO NOSSO TEMPO
FRATERNIDADE, DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIEDADE CIVIL
DESENVOLVIMENTO DOS POVOS, DIREITOS E DEVERES, AMBIENTE
A COLABORAÇÃO DA FAMÍLIA HUMANA
O DESENVOLVIMENTO DOS POVOS E A TÉCNICA
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